É...
niguém me falou que seria fácil.
muito me avisaram que seria difícil.
mas mesmo assim.
eu sei o que fazer, sei o que vão me dizer se eu perguntar o que fazer,
mas mesmo assim
muitas vezes me falta ânimo pra continuar.
muitas vezes sinto vontade de sumir, abrir uma fenda no tempo, voltar a ter 8 anos, onde os meus únicos problemas eram os de matemática.
Mas porquê é tão dificil?
porquê é tão dificil pra mim admitir, que eu tô o pó.
que não tenho dinheiro, e nem estrutura psicológica/física para tomar certas atitudes?
tenho tanta vergonha ás vezes de admitir, de pedir ajuda...
mas não dá mais, não dá mais pra fugir.
Não me considero uma pessoa decidida, obstinada, nem nada do gênero.
mas de uns tempos pra cá, acabei descobrindo que todo mundo tem um limite, tudo tem um fim, e que as mais abundantes as fontes ás vezes secam.
e eu acho que, a minha tolerância que eu acreditava que jamais teria fim, acabou.
acabou, porque eu cansei de viver assim.
Acho que, na marra, a vida tá me obrigando à crescer, ver o mundo os meus próprios olhos, voar com as minhas próprias asas.
Mas tenho medo. Bem no fundo o que eu sinto é medo.
Porque, eu sou insegura, sou frágil.
eu só funciono se alguém me dirigir...
E outro fator que tem me deixado cada vez mais insegura é o fato de que eu não consigo ficar sozinha.
que eu sou um ser humano que necessariamente precisa ter alguém. chega a ser uma necessidadequase que fisiológica. ter alguém que me dê carinho, atenção e alguém com quem eu possa dividir minhas alegrias e tristezas.
e como eu sou adepta à filosofia "se diverte com o que tu tem", vou acabar fazendo uma besteira, e agarrar o primeiro malandro na rua que me disser alguma coisa bonita.
e eu não quero isso, não quero dar margem para "falatórios e jogação na cara de atitudes incoerentes"...
mas eu tô precisando de força.
muita força, pra resistir a tudo isso, segurar a barra que cada dia mais pesada...
Sei que existem pessoas que estão comigo, estão mesmo, não só da boca pra fora.
mas eu tenho esse problema de não transparecer minha dor.
quando ela transparece, eh pq eu tô explodindo, quando a situação está crítica e eu já desmoronei.
a mesma coisa com atitudes, só tomo uma atitude, quando está no extremo, no fim. quando a fonte seca...
tenho problemas em pedir ajuda, em aceitar ajuda...
tenho problemas em não saber bem o que tô fazendo, por já ter me arependido muito na minha vida com atitudes impensadas.
resolvi não ter mais atitude. o que eu sei que é errado, eo certo seria eu pensar antes
mas pensar? não é meu forte, infelizmente...
porque é bem como eu falei, eu sei o que fazer, só tenho medo, de ter que desistir no meio do caminho
tenho medo de não ter força suficiente.
acho que o meu maior medo é de fracassar.
mas, quem não tem esse medo?
nossa, eu tenho tantos problemas, mas acho que o maior dele, é não confiar em mim mesma.
"Porquê eu me trato assim tão mal?
será que eu não gosto tanto assim de mim?
o não ás vezes pode ser muito melhor que o sim
Porquê que eu não sou feita de papel?
Preciso aprender a me respeitar, saber de quem eu devo me afastar.
um dia posso não voltar, minha cama vai continuar sozinha..."
2 comentários:
É, realmente este texto está coberto de coerência e sinceridade. Hoje vi ao vivo o que os sentimentos da redatora deste blog expressam. Foi num momento inesperado e, talvez, inevitável. Vi uma mulher abatida, com uma expressão cansada, com olhos tristes e postura de quem está caminhando a passos lentos e difíceis. O que mais me intriga, e de fato é um post de elucidação, é o porquê dessa mulher abatida ter perdido o seu brilho reluzente como a luz da lua em uma noite de verão? Lembro-me como se fosse hoje, como se fosse exatamente agora, de uma menina incendiada pela vida, incendiada pela competitividade, incendiada pela vontade de provar que pode mais do que sempre acharam que ela podia! Lembro-me de uma Nine loka (birutinha mesmo!), instigada, com o raciocínio rápido, aprendizado fácil e que enfrentava qualquer problema sem nem pensar se seria possível. Às vezes, confesso, ela titubeava, ponderava, se sentir fraca, mas não fugia da briga nunca!! Assim foi com o Ensino Fundamental, com o Ensino Médio, com a prova do Colégio Militar, com os empregos que teve e com a entrada (espetacular) na faculdade de Publicidade e Propaganda. De veras, nem todas essas batalhas foram vencidas ou as barreiras foram tranpostas, mas nunca a vi desistir. É nessa Janine Saurin Rômulo que acredito - quando a vi naquela sexta-feira, após ter saido da faculdade, vi o brilho da moleca novamente nos teus olhos, vi o fogo que emanava de sua vontade de fazer acontecer - que sei que pode voar sem tirar os pés do chão, que sei que vai me surpreender sempre - e positivamente daqui pra frente - e que, sem titubear, deve ter peito pra enfrentar os problemas que TENTAREM atravessar o teu caminho. Porra! Não é pra chorar, é pra usar o medo, a raiva, a insegurança, como armas para se fortalecer e VENCER!
É por essa Nine que vou zelas na escuridão e acompanhar a cada vitória e cada tropeção.
Think About it Girl!
"Jamais teria amado TANTO alguém que choraria e desistiria sem tentar até o fim, pois essa não é a postura Daquela Mina e Aquela Mina não teria uma atitude dessas jamais."
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