Sobre mulheres, já escreveram de tudo, com a maestria de grandes poetas e autores renomados.
Denis Diderot diz que: “Quem quiser escrever sobre as mulheres molhe a pena nas cores do arco-iris e sente a tinta com pó de borboletas”.
Por isso jamais conseguiremos definir o que é ser mulher, pois somos mutantes de raça e de alma.
Lutamos por igualdade e direitos, mas isso não inclui o dever de nos tornarmos masculinizadas, até porque conseguimos, com sabedoria, realizar os trabalhos considerados tarefas de homens, e mantemos a doçura e a feminilidade que nos destaca.
Temos o controle da casa, dos filhos, das compras , e qual a mulher que não consegue arrancar o controle remoto da mão de um homem com um carinho?
Como podemos ser iguais , se na verdade quem não pode ser igual a nós são os homens?
Que me perdoem todos eles , isso não é demérito, pois por tudo o que somos, é que sabemos o quanto precisamos deles e os queremos.
Nunca seremos iguais, mesmo já tendo provado que podemos fazer tudo o que eles fazem, pois adoramos um abraço e um ombro masculino, que nos acolha quando estamos em pânico, carentes, ou quando choramos, e porque só a nós cabe a doçura e o encanto de dissuadir quem quer que seja com um sorriso, a nós cabe a magia de torcer cabeças para nos verem passar, somos nós quem temos a medida certa do comprimento da saia e da altura do salto, para seduzir, impor respeito, trabalhar, mostrar poder, provocar suspiros e até murmúrios de inveja.
Só nós somos capazes de pôr abaixo um roupeiro inteiro, e incapazes de encontrar aquela roupa que “fica bem”.
Só às mulheres cabe o dom de se olharem no espelho, verem-se belas e, duas horas depois, diante do mesmo espelho, se acharem gordas, feias, cheias de defeitos, que ninguém mais consegue ver.
Só as mulheres devoram uma barra inteira de chocolate só porque estão tristes, malham duas horas a mais por causa disso e mesmo assim voltam a fazê-lo na próxima dor.
Temos tripla jornada diária, somos trabalhadoras, esposas, mãe e, quase sempre, reféns da culpa, porque falta tempo para nossos filhos, porque muitas vezes soltamos nossos “bichos” em quem não merece, pela pouca atenção aos amigos.
Temos voz de criança, de menina, de mulher madura, de mãe, de avó, de sogra, de chefe, de amante e o brilho no olhar que apaixona, que decepciona, impõe, ri, chora e que responde sem dizer uma palavra se quer.
Só nossos lábios curam o ferimento do filho com um beijinho, a raiva do amado com um beijo na boca, saudade da mãe, da avó com um beijo no rosto.
Temos mão calejadas pelo trabalho, mas macias pelo carinho quando deslizam pela cabeça de nossos filhos, pais, amigos, com a leveza da pluma e a energia que afaga e tira a dor.
Somos vulneráveis, duronas, ansiosas, rebeldes, voluntariosas, meiga, paciente, contida, recatada, esnobes, cultas, leigas, mas se nos interessa, sabemos, sim, o que é impedimento, marca do pênalti, um zagueiro, um centroavante.
Não há uma definição justa para as mulheres, o que dizer que já não tenha sido dito, não há igualdade a buscar que elas já não tenham, se quiserem.
Porém, há dois poderes que só a mulher tem: o júbilo de gerar um filho e amá-lo incondicionalmente, seja ele lindo, feio, amável, bruto, limitado, gênio, guerrilheiro, soldado, bandido, especial, perfeito ou não, só as mulheres sabem do que esse amor é capaz.
Temos todo o poder que quisermos, inexplicavelmente e simplesmente porque somos MULHERES.
(recebi por e-mail, gostei tanto q resolvi postar!)
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